domingo, 19 de outubro de 2008

somente uma prece


Pai-nosso: tradução do original em aramaico

Pai-Mãe, respiração da vida, fonte do som, ação sem palavras, Criador do Cosmos!
Faça sua Luz, brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.
Nosso Eu, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como reis e rainhas com todas as outras criaturas.
Que o seu e o nosso desejo sejam um só, em toda s Luz, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim sentiremos a sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.
Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
Que assim seja!


Eu recebi esta oração como muitas pessoas já devem ter recebido num pps com a informação de que é desta oração que derivou a versão atual do Pai-nosso, visto que era esta a invocação feita por Jesus e que encontra-se escrita numa pedra de mármore branca em Jerusalém no Monte das Oliveiras.

E hoje acredito que é o conjunto mais doce de palavras que poderia escrever aqui.

Um comentário:

Valeria Aparecida disse...

Oração ao Deus Desconhecido

Antes de prosseguir em meu caminho
e lançar o meu olhar para frente uma vez mais,
elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas de meu coração,
tenho dedicado altares festivos para que, em
Cada momento, Tua voz me pudesse chamar.
Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras:
“Ao Deus desconhecido”.
Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos.
Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-lo.
Eu quero Te conhecer, desconhecido.
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante,
quero Te conhecer, quero servir só a Ti.

[Friedrich Nietzche]